8 de out de 2014

Brincar de Viver

Estamos inquietos, muito inquietos, estressados. Correndo, correndo e muitas vezes chegando a lugar nenhum.

Estamos preocupados e inquietos na busca do não faltar materialmente, mas acabamos perdendo aos poucos o que nos é verdadeiramente essencial.

Precisamos batalhar sim por nossos sonhos, realizações profissionais e pessoais,
mas também precisamos confiar no cuidado de Deus em nossas vidas e perceber que muitas dessas correrias são preocupações vãs, desnecessárias.

 
    "Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?" (Mt 6,27)
   
Estamos querendo ser felizes a qualquer custo e isso está nos causando mais sofrimentos, angustias e até mortes, entre elas a espiritual.
Parece que estamos ficando cada vez mais vazios espiritualmente e culturalmente, estamos falando muito e muito e pouco silenciando.
 
Estamos vazios nas palavras e no conhecimento, estamos gastando nosso precioso tempo com coisas desnecessárias, ficamos muito tempo no facebook, WhatsApp (acredito que o problema são os nosso exageros), assistimos programas e novelas que subestimam nossa inteligência, que fere nossa família, nossa cultura, a nossa alma.

Nosso Brasil está cantado músicas onde são lixos culturais e espirituais, canções que banalizam a vida, nossa família. Canções de um amor fracassado, de um amor que sofre, desvirtuando o sentido do verdadeiro AMOR, que nos é dado por Deus. Um Amor que nos levanta, que acredita em nós, que nos restaura. Mas perdemos em não apreciar canções inteligentes e profundas, não falo só de canções espirituais.


"A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não"
     (Brincar de viver - Maria Betânia)

Nossas leituras estão diminuindo, nosso tempo para Deus quase não existe.
Estamos buscando verdades para nossas vidas em lugares tão distantes onde Ela se esconde de uma forma tão simples e gratuita.
Nessa correria estamos nos perdendo em nós mesmos,  precisamos parar para que possamos crescer espiritualmente, como pessoas, como profissionais, como humanos.
Não estamos parando para conversar bem com as pessoas, pois estamos muito apressados, parar pode nos fazer perder tempo e dinheiro, e as pessoas são complicadas. Damos rápidos “Oi” , “Bom dia” e pronto.


 Não temos mais tempo com a família, de visitar os amigos, de viver com qualidade.Até nossas comidas, estão cheias de conservantes e outros produtos que até nós não conhecemos.

Geralmente, hoje um estranho só sorrir pra nós, quando é um vendedor ou alguém que vai nos pedir algo. 

Cadê àquele sorriso gratuito?

Nossas amizades muitas vezes são cheias de interesses, e acabamos nos transformando em atores no tratamentos aos outros, a vida acaba virando teatro, onde usamos máscaras para mostrarmos para os outros que estamos bem, vivemos de aparência para mostrar aos outros que não estamos por baixo, mas por dentro podemos estar feios,  vazios.

Parece que as pessoas estão desanimadas, sem esperança, não se arrumam, muitos vivem por viver, levando a vida na barriga. E  tem outros que se arrumam só por fora,
mas por dentro está uma bagunça. Complicamos a vida, complicamos a simplicidade de Deus, perdemos a essência de ser crianças, perdemos o brilho de nossos olhos, perdemos a alegria de contagiar as pessoas, viramos pessoas rancorosas e desconfiadas.

A falta do dar perdão e pedir perdão, está nos matando por dentro, criando tumores e tumores de rancor.

Mas somos mais que isso, temos muitos mais para oferecer aos outros, precisamos buscar ser mais profundos nas palavras e ações e assim fazer a diferença na vida das pessoas que passam por nós e neste mundo, Deus dá essa graça


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