23 de mar de 2015

Uma conversa sobre Amor e cuidado de Deus

[23/3 16:33] Antônio Juracy: Tenho experimentado o Amor e cuidado de Deus
[23/3 16:34] Antônio Juracy: Se Jesus cuidou de nos ateh hj
[23/3 16:34] Antônio Juracy: Nao eh de hj que Ele vai nos deixar de cuidar
[23/3 16:34] Antônio Juracy: De amar
[23/3 16:34] Antônio Juracy: Ele nos quer mais e mais que amemos e nos deixemos Amar
[23/3 16:35] Antônio Juracy: A superficialidade vai desaparencendo humildemente
[23/3 16:35] Antônio Juracy: A profundidade vem com por Amor
[23/3 16:36] Antônio Juracy: Nosso lugar eh o ceu, eh a eternidade

Efeitos e valor da Santa Missa

Estava conversando sobre isso hoje e por providencia encontrei esse artigo, sobre os efeitos e o valor da Santa Missa.

Precisamos sair de ouvintes, para participantes. Toda Santa Missa tem uma beleza e profundidade que eh encontrada quando nos preparamos, quando nos concentramos, quando nos entregamos, quando nao ficamos olhando os erros dos outros que participam e do sacerdote que celebra, mas entregamos a Jesus as nossas proprias miserias humanas ocorrendo assim a transformacao, a paz nos invade, o peso em nos eh tirado, passando a sentir uma leveza espiritual, tudo isso independente de paroquia ou capela, lugar ou sacerdote.

Hoje temos o privilegio de termos Santa Missa em varios horarios e em varios lugares, mais talvez um dia nao possamos mas ter essa Graça de forma mais cômoda.


Um abencoado dia!




67. As finalidades e os efeitos da Santa Missa


Versão áudio

Em sua encíclica Mediator Dei, o venerável Papa Pio XII presenteou todo o povo cristão com um verdadeiro tesouro doutrinal, explicando com precisão e eloquência o que é a sagrada liturgia e em que consiste o sacrifício da Santa Missa.
É na segunda parte deste documento, de modo particular, que Sua Santidade, a partir das sentenças dogmáticas do imortal Concílio de Trento, desenvolve o seu Magistério sobre a celebração eucarística.
Ele começa por explicar a sua natureza: "O augusto sacrifício do altar não é (...) uma pura e simples comemoração da paixão e morte de Jesus Cristo, mas é um verdadeiro e próprio sacrifício, no qual, imolando-se incruentamente, o sumo Sacerdote faz aquilo que fez uma vez sobre a cruz, oferecendo-se todo ao Pai, vítima agradabilíssima"01. Substancialmente, o sacrifício do Calvário e o sacrifício eucarístico são o mesmo sacrifício. Quando o sacerdote sobe ao altar e, emprestando a Cristo a sua língua e a sua mão02, oferece a Santa Missa por todos os homens, está fazendo não só a mesma coisa que Jesus fez naquela ceia derradeira03, mas também aquele ato de entrega realizada no madeiro da Cruz. A diferença é que, enquanto no Calvário Jesus se entregou de modo cruento, isto é, derramando o Seu sangue, na última ceia e nos altares de nossas igrejas este sacrifício é oferecido sem derramamento de sangue ("incruentamente"). Preleciona Pio XII:
"Na cruz, com efeito, ele se ofereceu todo a Deus com os seus sofrimentos, e a imolação da vítima foi realizada por meio de morte cruenta livremente sofrida; no altar, ao invés, por causa do estado glorioso de sua natureza humana, 'a morte não tem mais domínio sobre ele' (Rm 6, 9) e, por conseguinte, não é possível a efusão do sangue; mas a divina sabedoria encontrou o modo admirável de tornar manifesto o sacrifício de nosso Redentor com sinais exteriores que são símbolos de morte. Já que, por meio da transubstanciação do pão no corpo e do vinho no sangue de Cristo, têm-se realmente presentes o seu corpo e o seu sangue; as espécies eucarísticas, sob as quais está presente, simbolizam a cruenta separação do corpo e do sangue. Assim o memorial da sua morte real sobre o Calvário repete-se sempre no sacrifício do altar, porque, por meio de símbolos distintos, se significa e demonstra que Jesus Cristo se encontra em estado de vítima."04
Assim, é importante explicar: durante a celebração da Santa Missa, Jesus não está, por assim dizer, "sofrendo de novo" o Calvário, experimentando a agonia da coroa de espinhos ou carregando novamente todo o peso da cruz. A entrega feita no sacrifício eucarístico, no entanto, é a mesma: o oferente é o próprio Jesus – "é Ele mesmo quem preside invisivelmente toda Celebração Eucarística"05 – e trata-se da mesma vítima: "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo"06A diferença de modo entre as duas é apenas acidental, não muda a substância do sacrifício.
Pela transubstanciação, estão presentes debaixo das espécies do pão e do vinho Jesus Cristo em corpo, sangue, alma e divindade. Por força do sacramento, no pão está o Seu corpo e, no vinho, o Seu sangue; mas, pela realidade dos fatos, Jesus todo está presente tanto no pão quanto no vinho.É assim porque, estando Ele ressuscitado e no Céu em corpo glorioso, não pode mais ser separado. O uso do pão e do vinho como matéria deste sacramento, no entanto, significa esta "cruenta separação" do Seu corpo e do Seu sangue, ocorrida na Cruz.
Pio XII também indica que não só o ministro e a vítima dos dois sacrifícios são "idênticos", mas também os fins.
O primeiro deles é a glorificação de Deus (latrêutico). Trata-se da "adoração". A típica atitude de adoração consiste em pôr-se de joelhos diante de Deus, rebaixando-se diante d'Ele e reconhecendo-se um nada. Na Cruz, Jesus adorou o Pai de modo perfeitíssimo. "Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de um escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz"07.
Durante a Santa Missa, por mais que se tenha um sacerdote ou uma assembleia indigna, Jesus está oferecendo a mesma adoração perfeita que ofereceu no madeiro da Cruz. Ainda que todos os seres humanos e todos os anjos juntos cultuassem a Deus, não conseguiriam jamais superar o valor desta oferta do próprio Deus. Por esse motivo, é impossível comparar o augusto Sacrifício do altar com as chamadas "celebrações da Palavra". Se por um lado estas celebrações comunitárias são importantes em lugares com carência de padres, por outro, é realmente muito triste que a sua frequência indevida acabe por obscurecer as diferenças substanciais entre a Missa e uma simples "reunião fraterna". Na Missa, o padre age in persona Christi; na celebração da Palavra, ao invés, ainda que a comunidade faça parte do Corpo Místico de Cristo, não há como ocorrer a consagração do pão e do vinho, uma vez que "o povo (...) não pode de nenhum modo gozar dos poderes sacerdotais"08.
A segunda finalidade da Missa é eucarística, ou seja, dar a Deus ação de graças. O homem, que tudo recebe de Deus, tem-lhe uma dívida de ação de graças que não poderia jamais pagar, a menos que o Senhor mesmo não se fizesse homem e sanasse esta dívida por ele. "A Eucaristia é um sacrifício de ação de graças ao Pai, uma bênção pela qual a Igreja exprime seu reconhecimento a Deus por todos os seus benefícios, por tudo o que ele realizou por meio da criação, da redenção e da santificação. (...) Este sacrifício de louvor só é possível através de Cristo: Ele une os fiéis à sua pessoa, ao seu louvor e à sua intercessão, de sorte que o sacrifício de louvor é oferecido por Cristo e com ele para ser aceito nele"09.
O terceiro fim deste memorial é propiciatório, isto é, oferecer uma expiação pelos nossos pecados. Com o pecado, o homem ofende a Deus e Este, por sua vez, espera do homem, além do arrependimento, a reparação de sua ofensa. Se os sacrifícios oferecidos pelos antigos "simplesmente devolviam a Deus as coisas que Ele mesmo havia criado: touros, ovelhas, pão e vinho", na Santa Missa, "irrompe um elemento novo e maravilhoso: pela primeira vez e todos os dias, a humanidade pode já oferecer a Deus um dom digno dEle: o dom do seu próprio Filho, um dom de valor infinito, digno de Deus infinito"10. Só desta forma os crimes cometidos pelo homem contra Deus podem ser plenamente satisfeitos.
Por fim, a quarta finalidade da Missa é impetratória: Jesus "nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade"11Nos altares de nossas igrejas, Jesus continua colocando-se entre a humanidade e o Pai e pedindo a Ele as graças necessárias para nossa salvação.
Para lograr os efeitos da redenção de Jesus, no entanto, é preciso que o homem se abra a Deus. Por isso, ensina Pio XII, "é necessário que depois de haver resgatado o mundo com o elevadíssimo preço de si mesmo, Cristo entre na real e efetiva posse das almas"12. Para ilustrar que, mesmo oferecendo o Santo Sacrifício por todos os homens, apenas alguns muitos verdadeiramente aproveitam de sua eficácia, o Santo Padre faz uma bela analogia: "Pode-se dizer que Cristo construiu no Calvário uma piscina de purificação e de salvação e a encheu com o sangue por ele derramado; mas se os homens não mergulham nas suas ondas e aí não lavam as manchas de sua iniquidade, não podem certamente ser purificados e salvos"13.
Para tanto, urge que os fiéis participem "do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva, negligente e distraída, mas com tal empenho e fervor que os ponha em contato íntimo com o sumo sacerdote (...), oferecendo com ele e por ele, santificando-se com ele"14.
O protagonista da Sagrada Liturgia é Jesus, que oferece ao Pai o dom precioso de Si mesmo. Não é a comunidade que está no centro da Missa; a ação principal não está sendo realizada nem pelo sacerdote nem pela assembleia, mas por Jesus. Para participar ativamente da Santa Missa, os fiéis devem ser motivados a perscrutar o que se passa no altar, e não inventar jograis, danças ou outras coisas que, em última instância, acabam desviando o foco de toda a ação litúrgica da Cruz.

Artigo recomendado

3 de mar de 2015

Não se iluda



Tempo de amadurecer na fé, de despertar.

Tempo de entrega, contemplar e amar, deixar-se alcançar por Deus.

Tempo de ser homem e mulher na seriedade de Deus, sem deixar de ter um coracao de criança;

Tempo de ver as coisas de um outro modo, sem a cegueira espiritual;

Tempo de restaruracao, transformaçao.

Tempo de revestirmos e usarmos as armas espirituais.

Estamos num grande combate espiritual, se nossos olhos conseguissem enxergar o mundo invisivel ao nosso redor, não ficaríamos tao acomodados na fé, aliás, se conseguissemos enxergar, nao surpotaríamos, talvez por isso que nao nos eh revelado na sua totalidade.

Temos que ter cuidado com certas "belezas" e prazeres deste mundo, muitas delas sao como arapucas.
Não podemos nos iludir com elas, o mundo não alisa, te alisa até usar o que interessa pra ele, se tiver. Só em Deus encontramos Misericordia para nossas fraquezas.

Perceber nas pequenas coisas, nos detalhes despercebidos, a beleza Maior que vem de Deus.

Tempo de mudar! De sair de cima do muro.

Tenha um abençoado dia!


"Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo."
(Ap 3,20)

1 de mar de 2015

Quando aparecem pessoas difíceis no nosso caminho




Acontece que aparece em nossa vida pessoas um tanto difíceis de se conviver, vivem zangadas, pouco sorri, amargas, "cara fechada", pouco conversam, deprimidas, reclama de tudo. Essas pessoas podem vir de dentro de nossa casa ou fora do ambiente familiar, como no trabalho, faculdade etc.

Algumas dessas pessoas, parece que veem até nós como que uma missão nos dada, para que possamos ser instrumento de Deus para a sua cura e libertação. Para sermos ponte entre essa pessoa e Deus.

Geralmente, essas pessoas são as que mais precisam de nossa compreensão, de nossa atenção, de nossa paciência, ao invés de nossos julgamentos ou de queremos nos afastar.

Essas pessoas carregam consigo uma história geralmente escrita com traumas, sofrimentos ou decepções, possuem feridas espirituais em suas almas, em seus corações. Passaram por situações que só elas e Deus conhecem, possuem marcas em suas almas desconhecidas até por elas mesmas.
Mas Deus quer curá-la, libertá-la,

Isso exigirá tempo e paciência, mas Deus não nos deixará sozinhos, Ele nos dá a graça

Precisamos primeiramente colocar essa pessoa em oração, para que o Senhor vá abrindo caminhos.

Inicialmente é sempre bom observa-la, com um olhar de misericórdia, está disponível, como que sem palavras estamos lhe dizendo: Pode contar comigo!

Precisamos escutá-la (não só ouvir), escutando, estaremos dando a nossa atenção o nosso tempo, e com o tempo ela perceberá que Você é diferente dos outros.

Aos poucos ela estará se abrindo, colocando pra fora coisas ruins que foram instaladas com o tempo. Não fale muito, só escute, preste atenção, só dê sua opinião se ela pedir.

Mas o abraço você pode lhe dá sem que ela peça. Abrace-a, assim que puder, brinque com ela, sorria, deixa ela perceber a luz em você que aos poucos também vai iluminando as trevas que existem nela, ela vai se contagiando contigo. Brinque com ela, de forma leve e descontraída, a alegria de Deus é uma arma poderosíssima.

Algumas de início podem te achar um "saco", mesmo assim não desista, pode ser charme dela. Na verdade, ela pode está tentando te entender, ela pode está gostando, mas seu orgulho ainda não deixa demonstrar. Escute as palavras que ela não diz. O coração dela está como que fechado e é necessário uma chave, uma senha para que Ela possa se abrir para a renovação, Deus revelará.

No final, com a graça de Deus, você conseguirá fazer a bendita diferença na vida dela. Você não foi mais um.

Iniciará nessa pessoa um processo de restauração, ela será transformada, a sua feição mudará, já conseguimos perceber um certo brilho nos seu olhar, a chatice ainda não foi completamente embora, você ainda verá vestígios da "pessoa velha" mas mesmo assim continue, não pare.

E no final de tudo, essa pessoa olhará para você como que quisesse dizer:

-- Obrigado, por não ter desistido de mim.

Não existe uma "receita de bolo" para obter esse resultado, há uma dinâmica para cada pessoa, cada situação, mas o que é extremamente importante é o AMOR

o mesmo AMOR que te libertou, que te restaurou e continua a te transformar e que deve ser transbordado para todos àqueles que se encontram nas trevas.

o Amor de Deus restaura, liberta, cura, transforma!








A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.
Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
(I Cor 13,4-7)